A indústria do seguro comprometida
com o desenvolvimento sustentável

No Brasil e no mundo, empresas do setor estão cada vez mais envolvidas com a sustentabilidade – conheça algumas iniciativas da Bradesco Seguros em sua agenda ASG

Quando o assunto é desenvolvimento sustentável, todos os setores da nossa sociedade devem estar envolvidos. Afinal, estamos tratando de um tema que diz respeito à sobrevivência da espécie humana e do planeta. E o setor de seguros tem tudo a ver com o tema, pois está ligado à proteção do patrimônio, da saúde e da vida.

Como membro da Iniciativa de Finanças do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP – Finance Initiative), a Bradesco Seguros foi a primeira seguradora brasileira a integrar, em 2012, o grupo de empresas signatárias dos 4 Princípios de Sustentabilidade em Seguros – PSI. Trata-se de compromisso voluntário estabelecido pelo UNEP-FI para incentivar a indústria global de seguros a adotar práticas de desenvolvimento sustentável. “Ser signatária dos PSI foi um caminho natural para a Bradesco Seguros – até porque a empresa já praticava boa parte dos compromissos assumidos”, destaca Ivani Benazzi de Andrade, superintendente da Área de Sustentabilidade e membro da Comissão de Sustentabilidade da Bradesco Seguros.
Há quase dez anos como signatária dos PSI, Ivani afirma que a decisão se tornou “um bom benchmark para a Bradesco Seguros”, pois além de participar das reuniões do UNEP-FI sobre os princípios de sustentabilidade em seguros, a empresa acompanha de perto os estudos internacionais e as políticas globais relacionadas às mudanças climáticas.

A Covid-19 acentuou a importância do tema na indústria de seguros. Em 2020, o setor viu a pandemia acelerar os seus processos de inovação, compliance e desenvolvimento sustentável. No Brasil, o setor arrecadou R$ 273,7 bilhões (sem Saúde e DPVAT, mas o suficiente para registrar um percentual positivo – de 1,3% – em relação a 2019) e agora precisa se adaptar às exigências do Banco Central sobre o gerenciamento de risco de instituições financeiras em assuntos climáticos, sociais e ambientais e aos normativos da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ligados a critérios ESG/ASG (ambientais, sociais e de governança).

 

“Acho muito importante que a indústria do seguro se alinhe e avance no comprometimento com o desenvolvimento sustentável, porque é o que está na mesa das discussões da economia global. Aqui no Brasil, o setor de seguros já está comprometido, assim como a Bradesco Seguros”, afirma Ivani.

A dedicação da indústria do seguro no Brasil para atender aos compromissos globais com a sustentabilidade consta no Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg, 2019). O documento é editado com base nas diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) da Iniciativa de Finanças do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP – Finance Initiative).

O relatório considera também os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS/ONU, compostos por 17 propósitos para erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e promover a paz e a prosperidade entre os povos – e a Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, ação internacional com o objetivo de melhorar e aumentar a comunicação de informações financeiras relacionadas ao clima).

Com a participação de 32 empresas, que correspondem a 81,8% do mercado representado pela CNseg, o relatório apresenta estatísticas sobre a liderança do setor na vanguarda da sustentabilidade de seguros: 84,2% das empresas pesquisadas têm comitê, área ou comissão específica para o tratamento das questões ASG/Sustentabilidade; 94,4% adotam práticas de promoção da diversidade e não-discriminação; 78,9% têm programa estruturado de formação de lideranças; 88,9% consideram a opinião do cliente para o desenvolvimento de produtos e serviços; e 62,5% creem que as mudanças climáticas serão integradas plenamente em sua governança, estratégia, gestão de riscos e metas e indicadores nos próximos 5 anos.

 

Ambiental, Social e Governança

 

Reformulada em 2020, a Comissão de Sustentabilidade da Bradesco Seguros é formada por representantes das diretorias executivas das empresas do Grupo (Holding, Vida e Previdência, Saúde, Capitalização, Auto/Re e BSP Empreendimentos Imobiliários). Realizada a cada dois meses, a comissão está subordinada ao Comitê Executivo da Bradesco Seguros e ao Comitê de Sustentabilidade e Diversidade da Organização Bradesco. “Somos uma comissão multidisciplinar que abrange todos os negócios da Bradesco Seguros, pois assuntos como negócios sustentáveis, mudanças climáticas, governança e outros relacionados à sustentabilidade são temas que todas as empresas precisam estar envolvidas”, explica Ivani Benazzi.

Todas as ações debatidas na Comissão de Sustentabilidade estão baseadas em critérios ASG. A sigla surgiu em 2004, em uma publicação do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global da ONU, com o objetivo de integrar questões ambientais, sociais e de governança (ou environmental, social and governance, ESG, na sigla em inglês) nas análises de investimentos no mercado de capitais.

Segundo Ivani Benazzi, os critérios ASG norteiam os pilares estratégicos da empresa do ponto de vista da sustentabilidade voltados para o setor de seguros: Diversidade e Inclusão; Mudanças Climáticas; Investimento Social; Inovação; Relacionamento com o Cliente; e Negócios Sustentáveis. A inclusão desses critérios, “em um mundo em transformação”, é fundamental para o negócio e na tomada de decisões do Grupo. “São essenciais e já fazem parte da estratégia do Grupo Bradesco Seguros”, diz.

Alguns executivos da companhia atuam como sponsors, isto é, são responsáveis pela condução dos pilares estratégicos de sustentabilidade dentro do Grupo Bradesco Seguros e contam com o apoio da Área de Sustentabilidade, que auxilia na evolução dos processos.

No pilar “Negócios Sustentáveis”, Ivani conta que a empresa está avançando com a oferta de microsseguros, negócios inclusivos e em produtos como Anjo da Guarda (atendimento feito com motocicletas que auxiliam em consertos de pequena complexidade, garantindo maior agilidade no atendimento, evitando o reboque e reduzindo o consumo de combustível e emissões de gases poluentes) e Dirija Bem (app que estimula hábitos mais prudentes na condução de veículos, reduzindo o consumo de combustível, e consequentemente, as emissões de gases poluentes).

Em “Relacionamento com o Cliente”, a empresa está ampliando ações de pós-venda digital e de educação financeira e de seguros com a criação de um novo site sobre o tema, oferecendo palestras e detalhando as normas dos contratos de maneira mais simples.

Em “Inovação”, a Bradesco Seguros avança no projeto dos polos de inovação, no projeto Paperless (de redução do consumo de papel), na telemedicina (atendimento de médicos da rede referenciada por vídeo, com diferentes especialidades disponíveis para consultas à distância), entre outros projetos existentes da empresa.

Em “Mudanças Climáticas”, a seguradora já definiu cláusulas ASG para os contratos com os clientes e criou normas de responsabilidade socioambiental, investimentos e riscos socioambientais.

As ações da Comissão de Sustentabilidade da empresa também são alinhadas a seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que fazem parte da estratégia da Organização Bradesco: Educação de Qualidade; Igualdade de Gênero; Trabalho Decente e Crescimento Econômico; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Redução das Desigualdades; e Ação contra a Mudança Global do Clima. “Aplicamos cada um desses ODS aos pilares estratégicos e aos negócios da empresa, com o objetivo de alcançar as melhores práticas e iniciativas no setor de seguros”, completa Ivani Bertazzi. A seguradora prioriza também a saúde e o bem-estar em suas iniciativas, com ações e programas focados na gestão emocional e qualidade de vida dos funcionários.

Entre as próximas ações da Bradesco Seguros está a participação no projeto piloto Insuring the Climate Transition, sobre mudanças climáticas. “Internamente, vamos trabalhar em parceria com a área de risco socioambiental, avaliando aspectos ligados a riscos climáticos, físicos, de transição e de seguros não-vida”.

No Brasil, a Bradesco Seguros participa de duas comissões setoriais na CNseg ligadas à sustentabilidade e ASG: a Comissão de Sustentabilidade e a Comissão de Seguros Inclusivos. No exterior, além de signatária dos PSI, a empresa integra a Microinsurance Network, plataforma internacional para o desenvolvimento de seguros inclusivos.

Além dessas participações, a empresa participa ativamente em grupos de trabalho na CNseg para análises, como a recente consulta pública pautada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre nova circular CNSP nº 409, de 30/06/2021 sobre microsseguros recentemente publicada.

O tema das mudanças climáticas também é trabalhado de forma ativa na seguradora. A Bradesco Seguros já pratica ações de redução de gases do efeito estufa (GEE) e para transição para uma economia de baixo carbono por meio de seus produtos e serviços, como a digitalização de serviços ao cliente; vistoria a distância online, para reduzir o deslocamento de automóveis, da empresa ou do cliente; a Operação Calamidade, que identifica, analisa e prioriza situações decorrentes de intempéries climáticas, reduzindo os prazos tanto do atendimento a sinistros quanto do pagamento das indenizações por tragédias naturais; e o Programa de Gestão de Ecoeficiência, que compõe o inventário de emissão de GEE da Organização Bradesco, com a coleta de dados relativos a veículos próprios ou locados, viagens, deslocamentos, reembolso de quilometragem, táxi, transporte de socorro, resíduos orgânicos ou recicláveis e consumo de energia. “A governança nos ajuda com a aplicação das melhores práticas como compliance para que o cliente seja sempre bem atendido. A meta é buscar a eficiência constantemente”, assegura a superintendente de Sustentabilidade.

 

Inovação a serviço dos negócios sustentáveis

 

A aplicação integrada de conceitos de tecnologia, inovação e sustentabilidade reforça as vertentes ASG na empresa e está diretamente ligada aos produtos e ao atendimento oferecidos aos clientes. “Por exemplo, quando a companhia disponibiliza ferramentas digitais para os funcionários agilizarem processos operacionais, incentiva a eficiência no uso de papel, a redução de deslocamentos em procedimentos de vistoria, o atendimento de uma consulta de um cliente por meio de telemedicina e a diminuição no prazo de resposta para um sinistro, essas e outras iniciativas são ações de ASG, de inovação, de tecnologia e de sustentabilidade”, analisa Ivani.

Todas as ações sugeridas pela Comissão são criadas a partir de um novo pensamento, um novo olhar, associando sustentabilidade e inovação a novas formas de se relacionar e de atender o cliente. “Quando eu inovo com o meu cliente, na forma de realizar um serviço de pós-venda diferenciado, por exemplo, ele se sente privilegiado por esse atendimento. E aí criamos uma reciprocidade, que se traduz positivamente nos indicadores de relacionamento e de satisfação do cliente, um dos pilares estratégicos da empresa do ponto de vista da sustentabilidade voltados para o setor de seguros.”

De acordo com Ivani Benazzi, inovar é descomplicar processos para melhorar o relacionamento com o cliente, agilizar o atendimento e incentivar os funcionários a pensarem “fora da caixa”. “Isso é inovação, é sustentabilidade, é governança. Novos pensamentos, comportamentos e maneiras de agir e de atuar, em sintonia com o centro do negócio da Bradesco Seguros, que é o cliente e a sua proteção”.

Segundo a executiva, o enfrentamento das mudanças climáticas não se tornou um desafio apenas do setor de seguros, mas global. “Estamos todos evoluindo para a compreensão sobre os desafios e riscos das mudanças climáticas. Temos a tecnologia a nosso favor para aplicarmos em inovação e em sustentabilidade”, reitera. Para ela, a pandemia da Covid-19 trouxe muitos desafios e nos fez refletir sobre o quanto é importante pensarmos numa nova sociedade sob a visão dos aspectos ambiental, social e de governança, “que são muito importantes para a saúde das pessoas e a sustentabilidade global.”

Em um relatório sobre o panorama global para financiamento e desenvolvimento Sustentável em 2021, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) observa que a lacuna de financiamento para atingir os ODS nos países em desenvolvimento foi estimada em vários trilhões de dólares anualmente antes da pandemia da Covid-19. O Global Outlook on Financing for Sustainable Development 2021 destaca a necessidade de integrar riscos de longo prazo relativos a mudanças climáticas, saúde global e outros fatores não financeiros nas decisões de investimento e o apoio à Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

Para Ivani, a adoção de critérios ASG nos negócios do Grupo é um caminho de transição para se adequar a uma futura economia global de baixo carbono. “Temos que pensar em criar seguros para um ambiente que leve em consideração questões climáticas. É uma visão estratégica do negócio da Bradesco Seguros. A sustentabilidade traz a inovação, o novo. Temos que estar atentos às mudanças que estão chegando. O futuro já está aqui”.

“Temos que criar seguros para um ambiente que leve em consideração questões climáticas. É uma visão estratégica do negócio da Bradesco Seguros. O futuro já está aqui” – Ivani Benazzi, superintendente da Área de Sustentabilidade da Bradesco Seguros

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